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Antes de iniciar uma linha asséptica: os 4 passos críticos de inspeção que garantem segurança e integridade


Antes que uma linha asséptica entre em operação, a inspeção de linha asséptica é indispensável — não basta que o sistema esteja apenas montado, limpo ou visualmente adequado. Em ambientes onde qualquer falha pode gerar contaminação microbiológica, perda de lotes, reprovação regulatória ou riscos à saúde, a integridade da superfície se torna um fator decisivo para a segurança do processo.


A segurança microbiológica começa muito antes da produção — ela começa na inspeção técnica da superfície do inox. A seguir, detalhamos os 4 passos críticos de inspeção que garantem que uma linha asséptica esteja realmente pronta para operar com confiabilidade.


1) Inspeção visual completa como parte da inspeção de linha asséptica


O primeiro passo é uma inspeção visual minuciosa de todo o sistema. Mesmo antes de qualquer ensaio instrumental, essa etapa permite identificar indícios claros de risco.


Durante a inspeção visual, são avaliados:


  • Soldas com acabamento inadequado

  • Presença de riscos, poros ou descontinuidades

  • Pontos com possível retenção de resíduos

  • Marcas de oxidação inicial ou contaminação ferrosa


Esses defeitos, ainda que pequenos, podem se tornar nichos microbiológicos e comprometer completamente a limpeza CIP e a esterilidade do processo.


2) Teste de passividade química: confirmação da proteção do inox


O aço inox só é realmente resistente quando sua camada passiva de óxido de cromo está íntegra e estável. Processos como soldagem, usinagem, polimento mecânico e até limpezas químicas agressivas podem comprometer essa camada.


O teste de passividade química tem como objetivo confirmar:


  • A correta formação do filme passivo

  • A estabilidade química da superfície

  • A resistência à corrosão localizada


Sem essa confirmação, o inox pode parecer adequado, mas estar vulnerável a corrosão, rouging e liberação de contaminantes metálicos.



3) Medição de rugosidade (Ra): base para uma CIP eficiente


A rugosidade superficial é um dos fatores mais críticos em sistemas assépticos.


Superfícies com Ra elevado:


  • Retêm resíduos orgânicos e inorgânicos

  • Dificultam a ação do CIP

  • Favorecem a formação de biofilmes

  • Aumentam o consumo de água, químicos e tempo de limpeza


A medição de rugosidade (Ra) garante que a superfície esteja dentro dos limites exigidos por normas sanitárias, assegurando uma limpeza previsível, repetível e validável.




4) Relatório técnico e certificação final conforme normas internacionais


Após a execução das inspeções e ensaios, o processo só é considerado completo com a emissão de um relatório técnico rastreável.


Esse documento inclui:


  • Registro dos ensaios realizados

  • Resultados técnicos detalhados

  • Evidências fotográficas, quando aplicável

  • Conformidade com normas ASTM e ASME BPE


O laudo técnico é essencial para auditorias, qualificações, validações e comprovação de integridade sanitária do sistema.


A confiabilidade do processo começa na superfície


Em ambientes assépticos, não existe margem para suposições. Cada detalhe da superfície impacta diretamente a segurança microbiológica e a previsibilidade do processo.


A ACW Engenharia Química atua exatamente nesse ponto crítico: garantindo que sua linha esteja tecnicamente preparada antes da operação, com inspeções rigorosas, ensaios validados e certificação conforme os mais altos padrões internacionais.


ACW Engenharia Química

Inspeções técnicas e certificações para ambientes assépticos

📞 (16) 3014-2240 / (16) 99606-5642


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